Preços dos imóveis no Brasil ficarão estáveis, mas transações devem aumentar com a recuperação do mercado imobiliário, aponta Painel FipeZAP

10 de outubro de 2017

DataZAP, FipeZAP, Releases

Durante tradicional evento do setor, especialistas ressaltam que mercado está apontando para o crescimento da liquidez e não de valores dos imóveis

Durante a 7ª edição do Painel FipeZAP, único e tradicional evento voltado ao mercado imobiliário brasileiro e realizado ontem – 17/10 – em São Paulo (SP), a mensagem central foi que, com a volta do aquecimento do setor, os preços dos imóveis não tenderão a subir, porém, haverá o aumento de transações de imóveis, tornando maior a liquidez do mercado. E, embora caminhando a um ritmo inferior ao previsto no início do ano, o segmento vem se recuperando com aumento de projetos e de lançamentos de imóveis novos. Já no mercado secundário, que envolvem os imóveis usados, a busca por casas e apartamentos permaneceu ativa e com tempo médio de transação estagnado há seis meses – um indicador positivo, já que o tempo médio de fechamento de negócios vinha subindo nos últimos anos, segundo dados do ZAP.

“Relativamente, os preços dos imóveis, frente à crise que o Brasil enfrentou nos últimos anos, caíram pouco – chegando a perdas máximas de 15%. Como reação do mercado ao momento econômico, verificamos uma diminuição no volume de transações ao invés de redução nos preços. Isso significa que não há um espaço muito grande para aumento de valores com a retomada do mercado. Teremos a retomada da liquidez, mas não alta expressiva em preços”, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZAP.

Outro fator positivo é a sinalização das instituições financeiras em facilitar o acesso a financiamentos. “Os bancos já sinalizam movimentos para facilitar novamente o crédito imobiliário e, com estabilização do emprego e da economia, tendemos a ter um cenário positivo muito em breve. Outra tendência que verificamos é o aumento da procura por imóveis para locação, esse cenário trará muitas oportunidades para grandes investidores do segmento, mas também para o pequeno investidor, que poderá obter retorno seguro e atrativo nos próximos anos”, analisa Eduardo Schaeffer, CEO do ZAP.

Schaeffer pontuou ainda que, por conta do momento econômico, o mercado veio se reorganizando para operar embasado a partir de Big Data. “Não há mais espaço para lançamentos sem estudos detalhados e aprofundados. Então, quando o mercado se recuperar como um todo, vamos sair desse cenário com dinâmicas muito mais eficientes, embasadas em informações amplas e confiáveis”, ressalta.

Com participação de mais de 300 convidados, principais gestores de incorporadoras, imobiliárias, mercado financeiro e stakeholders, o Painel FipeZAP apresentou ainda as lições aprendidas com a crise imobiliária norte-americana de 2008 a partir de análises do professor de Economia da Universidade de Illinois (EUA) e consultor do Federal Reserve Bank of Chicago, Daniel McMillen, que ressaltou que a depressão enfrentada em seu país foi resultado de um conjunto de fatores, como a pouca regulamentação do setor, o desemprego em massa e a crença irrestrita à época de que “os imóveis sempre valorizam”, abrindo espaço para hipotecas de alto risco.

Estudo sobre parques – Participaram também do evento o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Gustavo Loyola, e o professor do departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e Chairman da DataZAP, Danilo Igliori, que apresentou estudo inédito sobre o impacto de cinco parques na cidade de São Paulo (Ibirapuera, do Povo, Ceret, Villa Lobos e da Juventude). O estudo apontou que 56% da população realizariam contribuições voluntárias para melhorar os parques da capital paulista e que 60% dos entrevistados acreditam que, com revitalizações nestes locais de lazer, os imóveis do entorno tenderiam a valorizar até 20%.

Além disso, o levantamento realizou um exercício de aproximação. Respeitando o padrão definido para a pesquisa (apartamento de 70 m², com dois dormitórios, uma suíte e uma vaga), esses imóveis foram simulados como se estivessem no entorno dos parques. O Ibirapuera aparece em destaque com uma valorização de 2,38% a cada 100 metros de aproximação, chegando a obter um valor agregado superior a R$ 1 bilhão. O Parque do Povo, em que a valorização pode chegar a R$ 358,4 milhões, registrou variação de 2,08% a cada 100 m.

“Podemos entender que é possível obter uma arrecadação relevante de receita para ser aplicada nos parques, bem como uma mudança de comportamento no Brasil. Ou seja, vemos que há a possibilidade de estimular o interesse da população em contribuições voluntárias, e não apenas obrigatórias, já que a manutenção e revitalização dos parques fazem parte do interesse da população, principalmente quando se fala em qualidade de vida nas cidades”, aponta Igliori.

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