56% da população paulistana investiria na revitalização de parques e áreas verdes da cidade de São Paulo, aponta DataZAP

18 de outubro de 2017

DataZAP, Releases

Estudo inédito do braço de inteligência de mercado do ZAP também aponta quais os valores médios (R$/m²) no entorno de cinco parques paulistanos e valorização conforme proximidade

Áreas verdes, segurança e mobilidade são alguns dos itens mais valorizados por moradores dos grandes centros urbanos, mas de difícil valoração pelo mercado mobiliário, isso fica evidente quando se inicia o processo de venda ou compra de algum imóvel e uma pesquisa inédita realizada pela DataZAP, braço de inteligência de mercado do ZAP, apresentou como a presença de parques municipais interferem na valorização dos imóveis. O levantamento analisou cinco dos principais parques da cidade: Ibirapuera, do Povo, Ceret, Villa Lobos e da Juventude, além de seus entornos, e conseguiu identificar que 60% dos entrevistados acredita que, com revitalizações nestes locais de lazer, os imóveis próximos tenderiam a valorizar até 20%. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (17) durante o Painel FipeZAP, único e tradicional evento voltado ao mercado imobiliário brasileiro e realizado ontem – 17/10 – em São Paulo (SP).

Com resultados ainda preliminares, a primeira etapa do estudo iniciou a análise a partir dos anúncios no portal ZAP que mencionam os parques entre as características dos imóveis ofertados para venda. O Ibirapuera lidera o ranking, tendo sido mencionado em 43,99% das ofertas, seguido pelo Villa Lobos (32,14%), Parque do Povo (19,77%) e Ceret (11,14%). Com características bem peculiares, que envolvem desde o seu entorno até a história do local onde foi criado, o Parque da Juventude, na Zona Norte da cidade, aparece como o menos citado entre os cinco espaços analisados, com 2,57% de menções.

Definindo um modelo de imóvel a ser analisado – apartamento de 70 m², com dois dormitórios, uma suíte e uma vaga – a DataZAP identificou a mediana em torno dos cinco parques. Em quase todos os casos, o preço médio dos imóveis próximos aos parques supera o registrado nos bairros próximos. “O destaque dessa percepção fica com o Parque do Povo, na Zona Sul, que registra valor de R$ 16.266/m², seguido pelo tradicional Ibirapuera com R$ 14.583/m². Isso nos mostra que o preço dos parques está implícito no valor do imóvel. O único caso em que isso não ocorre é no do Parque da Juventude, em que a mediana é de R$ 7.151/m², contra o valor de R$ 7.860/m² registrado em Santana, bairro bastante próximo”, avalia chairman da DataZAP, Danilo Igliori.

Para ilustrar ainda mais o quanto vale morar próximo a essas áreas verdes e de lazer em São Paulo, o levantamento realizou um exercício de aproximação. Ou seja, respeitando o padrão definido para a análise (apartamento de 70 m², com dois dormitórios, uma suíte e uma vaga), foram trazidos para o entorno dos parques imóveis de bairros próximos, com o intuito de entender a variação dos preços conforme eles chegassem a 100 metros de um parque. Nesse aspecto, o parque Ibirapuera aparece em destaque com uma valorização de 2,38% a cada 100 m de aproximação, chegando a obter um valor agregado superior a R$ 1 bilhão. Outro espaço que se destaca é o Parque do Povo, em que a valorização pode chegar a R$ 358,4 milhões, com uma variação de 2,08% a cada faixa de metragem. (Veja a imagem abaixo).

O levantamento questionou ainda se o público teria interesse na revitalização via privatização dos parques e se aceitariam pagar entrada para manter esses locais compatíveis com padrões internacionais. Nesse sentido, 44% das pessoas entrevistadas não pagariam nada a mais para a revitalização dos parques, mas 56% fariam uma contribuição voluntária para melhorar essas áreas. E, do total de pessoas que pagariam, 41% contribuiria com até R$ 5. Por fim, foi possível perceber que, embora sejam bens sem mercado direto, os parques fazem parte do interesse público, afinal, para 64% dos entrevistados aumentaria o bem-estar e a qualidade de vida com a revitalização dos parques paulistanos.

“Quando fazemos essa análise, levando em conta o total da população da cidade, podemos entender que é possível obter uma arrecadação relevante de receita para ser aplicada nos parques, bem como uma mudança de comportamento no Brasil. Ou seja, vemos que há a possibilidade de estimular o interesse da população em contribuições voluntárias, e não apenas obrigatórias, já que a manutenção e revitalização dos parques fazem parte do interesse da população, principalmente quando se fala em qualidade de vida nas cidades”, aponta Igliori.

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